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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

esse não é um post sobre o filme.


Shaun é um garoto comum. Um homem em amadurecimento, um adolescente, um ser humano buscando sua identidade.

Num momento de sua vida, começa a participar de um grupo ideológico aonde encontra apoio, ideologias... Boas e ruins.
Apresenta um comportamento mais revoltado perante a sociedade, frequenta lugares aonde tem muita bebida, drogas e ex presidiários.
Até o momento que ele se encontra em meio a uma selvageria, que perdeu o sentido. E então, desapontado, volta a ser o garoto comum que era.



--X--
Hoje me lembrei de Shaun, personagem do filme This Is England, quando estava voltando pra casa.
Estava na rodoviária e vi muitas pessoas dormindo no chão. Uma delas estava no meio-fio numa posição quase fetal.
Senti dor no peito e lembrei de quando eu passava por essas situações; aonde eu via um outro ser da minha espécie, sem nem as necessidades primárias sendo atendidas, eu simplesmente não me importava e pensava "está ali porque mereceu de alguma forma".
Eu me importava muito mais com cachorros ou qualquer outra coisa do que com seres humanos desconhecidos.
Me identificava com Shaun enquanto rebelde.
Hoje em dia vejo que tive que atravessar todo um caminho de ir na contra-mão do pensamento social, para ver que estava errada.
Hoje em dia me identifico com o Shaun jogando a bandeira do seu país no mar. E voltando a ser "aquela criança comum", que se comove com questões humanas e sociais. Que tem mais do que um pensamento emotivo e só. Tem um olhar muito mais além.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Eu acho que a Rainha de Copas era muito simplória com relação às suas punições, viu?

Morte? é MUITO pouco.


Pensei numas coisinhas que eu faria com pedófilos e psicopatas num geral, se estivéssemos numa monarquia na qual eu fosse a rainha soberana.

Bom, vamos a uma rotina diária:

A princípio o meliante teria que usar um garfo dos hereges (se não sabe, google it) full time, no matter what. Preso, obviamente, mas não numa cela comum... Numa cela aonde só caiba um ser humano em pé.

Isso seria um dia normal de rotina.

Na hora da diversão, o meliante seria colocado numa cadeira (não esqueça que ele vai estar usando o garfo de hereges) com um buraco no acento aonde somente o escroto e o ânus ficassem "encaixados". O ânus, delicadamente lambuzado com mel e algumas coisas do genero, seria exposto à ratos, baratas e outros insetos, fresquinhos saidos do esgoto.

Diretamente após isso, existira uma mesa aonde suas pernas ficassem devidamente arreganhadas e de quarto aonde ele receberia todo e qualquer objeto fálico introduzido produfamente no seu ânus. Obrigaria alguns mâniacos sádicos para estupra-lo nos intervalos dos objetos fálicos.

A terceira parte da rotina de diversão, seria o que eu chamaria de "o banho da cura" aonde o meliante seria mergulhado num com os detritos dos outros meliantes (fezes, vômitos, esperma e urina). Ah, não esqueçam do garfos de hereges!

Todas essas "brincadeiras" por 1 hora (vamos ser um pouco bondosos, ?) - mas podendo ser prolongado por mau comportamento.

Depois ele voltaria pra sua querida cela aonde só cabe ele mesmo, nunhum centímetro a mais nem a menos.

Durante a noite pingariam gotas de sangue em sua cabeça por alguns minutinhos só, depois disso poderia voltar ao descanso.

Vigilancia 24/7 pra ver se o camarada não dá uma de esperto e dá um jeito de se matar. Afinal de contas eu não seria assassina!

Mas com humanidade também: 1 banho por mês de 10 minutos, 1 pão com água (não potável, pois não se pode ter luxo) duas vezes ao dia :D! Olha que coisa sensacional!


obs:

- não, nunca fui molestada! nem sofri abuso sexual.

- não, não sou sociopata, já fiz o teste.

- sim, ainda estudo psicologia.

terça-feira, 12 de julho de 2011


Medo: necessidade vital, instinto de sobrevivencia.















Perdi.

terça-feira, 5 de julho de 2011

conjunto

pertencer (per-ten-cer)

v.i. Ser propriedade de alguém.

Fazer parte de.

Dizer respeito a, concernir.

Ser merecido, caber.

Ser da competência ou atribuição de alguém.



O pertencer é algo precioso que passa despercebido muitas vezes.
Assim como quase tudo, nós só percebemos quando sentimos falta.
Falta de pertencer a uma causa, ideologia, religião, ao outro... Pertencer a algo é, de fato, muito mais importante do que imaginamos.
É eminente ao ser humano precisar de fazer parte de uma sociedade, de ver semelhantes ao redor, de se sentir acolhido aos seus.

E a falta disso, o que acarreta?
Vazio, tristeza, limitação de horizontes, baixa auto-estima...

Pois bem, esse é o meu mundo de um tempo pra cá: Aquele em que não pertenço, pois simplesmente só tem eu.

domingo, 12 de junho de 2011


Aquele que preenche.
Preenche todo meu peito, não só meu peito, mas minha alma.
É a sensação de querer morrer, só pra ver quem estará no seu enterro...
Aquilo que rasga o coração, nos momentos mais inapropriados,
A lágrima que rola pelo rosto fazendo você sentir pena de si mesmo.
(...)
Ninguém te vê, ou melhor ninguém te enxerga.
Você fala, mas suas palavras não entram na alma de ninguém.
Seu sofrimento já é banal...
Pior, você ja se acostumou com ele.
Você acorda e dá até bom dia praquele que está sempre ao seu lado:
O vazio.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tempo...

Ele é a cura,
Ele envelhece,
É ligeiro, mas se arrasta.
Ele é o senhor de tudo,
e ao mesmo tempo, Ele nem existe.

sábado, 28 de maio de 2011

o fim de um ciclo

"Recriando-se e reinventando-se, a cada segundo, toda consciência renova consigo o próprio universo, que também se transforma no mesmo processo.
(...)
E ainda que este movimento pareça circular e repetitivo, a cada volta completa manifesta-se num nível acima do anterior, evoluindo numa espiral ascensional de vida e amor."

E assim é a Lei de Impermanência.
A qual estou tentando administrar na minha vida com muito esforço e sofrimento.
Mas sinto que hoje dei um grande passo à frente...
Assim como a comida que comemos; nos alimeta e o que não se aproveita é excretado, sinto a as experiências da vida. Estou num momento de digestão e esta sendo, muito, muito doloroso. Mas sinto que o "excretar" (junto com o alívio) está chegando. E breve (ou não), sentirei fome novamente.
E anseio por este momento... aonde poderei me alimentar de novo e desfrutar de novos sabores que a vida pode me proporcionar.

domingo, 1 de maio de 2011

hopeless

E se você olha ao seu redor e só vê mar... nenhum sinal de terra firme.
Subitamente você olha para o chão e vê um pântano, e seus pés a afundar.
O que você sente?
Nesse exato momento que você vê nenhum chance de escapar, de sair vivo...
Você não tinha nada, somente sua vida.
Eu posso dizer como eu me sentiria nesse momento: aliviada e feliz.

terça-feira, 26 de abril de 2011

semi-viva, semi-morta

A vontade de saltar dessa vida...
Mas o grito ecoa pelo mundo como um quarto sem portas e janelas.
Respiro como se fossem mil agulhas entrando pelas narinas,
E fecho os olhos como se fossem portões enferrujados.
"Não pode morrer, não pode morrer!"
Não posso viver, não aguento viver.

Preciso de abrigo, de refúgio, de mim...
Mas, aonde estou?
Aonde está Luciana?
Não sei.. Já se foi. Ou nem nunca existiu.

Falso!
Falsos sorrisos, falsas noite, falsos amigos..
Falsa vida!
Mas acabou-se o falso.
Prefiro viver no abismo do Eu, do que no grotesco do falso.
Mesmo que isso me custe a "vida".

L.S.M.

-x-

"I, I used to be so sure
I, I used to be so pure
I cannot explain
I get lost in the pain
In the meaning there’s a mystery
That’s hidden and locked
That’s the paradox
You’ll never know until it’s too late

I, I‘ve seen it all before
I, I wanted so much more
The things I was sure
Were perfect and pure
Were nothing more than fantasy
So hidden inside
Something so unkind
You’ll never know until it’s too late

I’m going to the open sea and I’m going t say goodbye to me" ♫




domingo, 24 de abril de 2011

Porque te escondes de mim, bela?
Porque escondes todo o brilho, a inteligencia e, dizem até, imponência?
Até quando guardarás todo seu poder e glória?
Mostre-se a mim pois não creio na sua existência!
Quantas preces devo rogar-te? O quanto mais devo maltratar-me?
Pois ao invés de você vejo um grande asno preguiçoso...
Que está cansado de procurar por ti e tudo que dizem que tu és.
Apenas vejo moscas e os urubus rondando meu teto, esperando a nossa morte.
Nossa não, minha.. Pois tu, nunca soube, de fato, tal existência.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bela e alva como a lua, ela me chama... sussurra - "come to me, como with me".
Inebria seu seu ar, frio, gélido, cortante, tão gostoso... Na sua presença sinto-me tonta porém reconfortada, como num colo materno.
Mãe, morte... Começo e fim.
Sinto-te, não temo.
Leva-me, não me surpreendo.

L.S.M.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sonho, sonho, sonho... o maior sonho.
Sonho em sonhar com você,
Sonho em conhecer seus sonhos,
Sonho em estar nos seus sonhos.
Sonho que um dia, mesmo que distante, eu possa ser o seu sonho.
No seu presente,
Como um presente.

L.S.M.

domingo, 10 de abril de 2011

Sinto falta do seu cheiro;
da sua voz;
da sua pele;
da comida que você faz;
das besteiras que você fala;
do seu olhar;
das suas lágrimas...

Eu tento de tudo para esquecer, até palavras piegas escrevo.
Mas a cada falha que cometo percebo, o quão impossível é tirar você de dentro da minha alma.

sábado, 12 de março de 2011

o luto.

Essa sensação de que sua pele está incomodando... Não me sinto mais à vontade nela.
Um furacão na garganta que não pára...
A respiração que não é rápida, nem devagar, é presa, engasgada... dolorida.
Esse pranto que vem e não lava a alma...
É esse fechar de olhos com contorcer de sobrancelhas o-dia-todo.
Precisa acabar... Antes de mim.

Ou vice-versa.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

quando a música fala por nós

"Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me

Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me..."

Sia - Breathe me

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

o corredor


Vejo a vida como uma exaustiva caminhada num corredor com infinitas portas e vielas, que mais parece um labirinto. Passa-se por atmosferas densas, turvas, difícil de respirar e também por ares frescos, perfumados e iluminados.
Tudo depende das escolhas que você faz, das portas que você abre, de qual sala você quer entrar e por quanto tempo ficará... Acredito também que cada sala tem suas características peculiares, que não têm nas outras.
Você pode estar numa sala, sua vida vai passando, e você nunca saberá se não tem uma sala melhor.
Creio que eu esteja numa sala confortável. Porém o ar já me falta, o cheiro já não é bom e não me sinto mais tão à vontade como outrora.
Não queria ter que sair dessa sala...
Mas acho que é um sinal... Sinal de que deve-se continuar andando pelo corredor, entrando nas vielas, batendo nas portas, por mais cansativo que isso seja. Não tem nada mais cansativo que a vida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

começo do recomeço

Eu estou rindo por dentro. E por fora. Meu mundo coloriu e um mais um voltou a ser dois. Minha vida voltou a ser vida de verdade.

Planos de vida? Pra que se quando você encontra o amor, encontra a paz e sem isso você não é mais nada e nem forças pra levantar de manhã você tem?
Como seguir uma vida sem amor? Como sentir o gosto dos céus e o perfume dos deuses e depois viver sem isso? A resposta é óbvia: é impossível.
Um parasita se instala em sua alma, come tudo que tens de bom... Tornas-te podre e cinza.
Todos rostos, mas não é O rosto. Todas os prazeres e promessas podes ter... Que não fazem sentido.

E conto os segundos, dias, horas, tudo, suspiro absurdamente ansiosa pelo momento eterno, quando entrarei em seus braços e fundirei minha alma com a sua, fazendo de nossas vidas uma só, novamente.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um sábio disse: "Se você chegou ao fundo do poço a única direção agora a seguir. é para cima!"
Eu me pergunto: "Mas como controlar minhas mãos, se parece que elas só querem cavar, cada vez mais para baixo?"

Tempo vazio me faz pensar no meu vazio.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"stupid", "freak" e "fucked"


Por todo infortuno que essa vida já me fez passar, ou que eu mesma ja me fiz passar, esse momento com certeza é o mais sombrio, embassado e cheio de pedras que estou a passar.
Depois de entregar todo meu ser - corpo, alma e coração - estou aqui agora, com toda insanidade marcada em minha pele (e pior que isso, em meu coração), tendo certeza de que realmente eu não nasci pra ser feliz.
Culpa de alguém? Não... essa simplesmente é minha vida.